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  • Sexta-feira, Setembro 24, 2004




    Dá um abraço?

    De repente, deu vontade de um abraço...
    Uma vontade de entrelaço, de proximidade, sei lá!
    Talvez um aconchego meigo, que enfatize a vida e amenize as dores...
    Que fale sobre os amores, seja afetuoso e ao mesmo tempo forte...
    Deu vontade, de poder ter saudade de um abraço.
    Um abraço que eternize o tempo e preencha todo o espaço.

    Mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarinho,
    na magia da união dos corpos, das auras, sei lá!
    Lembrar do calor das mãos, acariciando as costas, a dizerem: - Estou aqui!
    Lembrar do enlaçar dos braços, envolventes e seguros, afirmando: - Estou com você!
    Lembrar da transfusão de força, ou até da suavidade do momento, sei lá.

    Então, pensei em como chamar esse abraço: abraço poesia, abraço força,
    abraço união, abraço suavidade, abraço consolo e compreensão, abraço segurança,
    abraço verdade, abraço cumplicidade?

    Mas o que importa é a magia desse abraço, a fusão de energias que harmoniza,
    integra o todo e se traduz no cosmos, no tempo e no espaço...

    Só sei que agora, deu vontade desse abraço:
    Um abraço que desate os nós, transformando-os em envolventes laços...
    Que sirva de "colo", afastando toda e qualquer angústia...
    Que desperte a lágrima de alegria e acalme o coração...

    Um abraço que traduza o amor e a emoção.
    E para um abraço assim, só consegui pensar em você.
    Nessa sua energia, nessa sua sensibilidade, que sabe entender o porque dessa minha vontade.

    Pois então:

    Dá logo esse abraço !!!

    Agora com os devidos creditos (TrovadorPR)

    Obrigado Trovador



    Meiga



    Segunda-feira, Setembro 20, 2004





    *Te procuro nas coisas boas
    em nenhuma te encontro inteiro
    em cada uma te inauguro* ·

    (Alice Ruiz)

    Meiga



    Segunda-feira, Setembro 06, 2004





    A BELA

    Que pensamentos passariam por aquela mente? Que tristezas conseguiriam habitar no meio de tanta beleza? Todos cismavam com aquela mulher encantadora, debruçada na janela de seu suntuoso palacete, olhando no horizonte, como se por alguém esperasse.

    O marido, homem bem-sucedido, elegante e jovem, a cobria de ouro. E se derramava em amores a cada momento que estavam juntos. A Bela recebia tudo como uma reverência que lhe era devida.

    As mulheres a invejavam. Por sua beleza, sua elegância, sua altivez e seus bens. Inclusive, pelo marido da Bela que, para as outras mulheres, era o modelo do homem ideal.
    O que lhe faltaria? Ninguém sabia. Ninguém jamais soube. Apenas a Bela sabia de seus mistérios, o que a tornava ainda mais bela...


    (Dorcila Garcia)

    Não te impacientes
    Nem te inquietes
    Com o meu silêncio
    Cola teus ouvidos
    Nos lábios dos meus versos
    O que escutas não são palavras
    A poesia é meu jeito de respirar

    (Fernanda Guimarães)

    Meiga



    Sábado, Setembro 04, 2004





    Eu nem te disse,
    nem te contei da fuligem pousada
    sobre minh'alma. Nem mencionei sobre a poeira
    que às vezes acalma e aquece de opacidades toda
    essa perniciosa transparência abafando a eloqüência
    infame dos alto-falantes que ecoam doídas verdades
    em aleatórios movimentos. Tornados-tormentos ventando
    dizereSegredos ao léu. Destilando fel em quem não merece,
    adoçando com mel os potes de absinto. Eu nem te disse, nem
    te contei, mas pressinto que soubeste de tudo depois que tua alma
    soprou a minha e revelou o meu disfarce. Depois que minha renegada
    transparência tornou-se o mais belo espelho para a tua face.

    Nídia Caldas

    Meiga