Onde todos os olhares se cruzam...
Sexta-feira, Dezembro 31, 2004
FELIZ ANO NOVO E UM DESEJO QUE EM 2005
VCS SEJAM MUITO FELIZES.
BEIJIM
Felicidade realista
(Mário Quintana)
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor,
o que já é um pacote louvável,
mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre:
queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel,
a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica
e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor...
não basta termos alguém com quem podemos conversar,
dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados,
queremos ser surpreendidos por declarações
e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas
de segunda a domingo, queremos...
sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim
e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes
de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não,
ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro,
feliz com uns romances ocasionais,
feliz com um parceiro, feliz sem nenhum.
Não existe amor minúsculo, principalmente
quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção.
Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado
E se a gente tem pouco, é com este pouco
que vai tentar segurar a onda,
buscando coisas que saiam de graça,
como um pouco de humor,
um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista
é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo,
buscar lá dentro o que nos mobiliza,
instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites
é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas
desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo.
Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples,
você pode encontrá-la e deixá-la ir embora
por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes,
que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo,
mas não felicidade.
Felicidade que espera é lembrança. Felicidade é quando se tem esperança!
Meiga
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Sexta-feira, Dezembro 24, 2004
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_____________________(* - * )______________________
___________________*B.U.D.A*____________________
_________________*Lu*Isa*Flor * ___________________
_______________*Fred*.Vera Veri* _________________
____________ *Guga.*Tony .*Bruno* ________________
___________*Bugra*Marta*Pulga*Leila* ______________
__________*Junior***Caninus*** Lupus* ____________
________*Edgard*Benívio*Veruska*Gilberto* _________
______*Moreno*.Tigreza.*.Gustavo*.Cristiano* _________
____*Alexandre*Danizinha*Dequinha*Helio Sales* ______
__*Pertubados*Inara Cristina*O mistério*Sr Clássico* ___
_*Leslie Iolanda*Rafael Parente*Laura Roman Pacheco* __
__________________*Vilma*________________________
__________________*Lilica *________________________
_________________* Nuvem *_______________________
*****F E L I Z N A T A L *****
Desejo a todos os meus amigos
que minhas palavras se transformem em felicidade
e desejo de um FELIZ NATAL E UM FELIZ ANO NOVO
...e para você...eu quero ao teu lado estar para sussurrar ao teu
ouvido: PAZ...PAZ...PAZ...somente assim eu estarei feliz.
Meiga
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Sábado, Dezembro 18, 2004
Acordo para mais um dia. Tudo igual. Cruzo com as mesmas pessoas, com os mesmos carros... Passo pelas mesmas ruas com a mesma pressa e, sem reparar muito, vou atravessando o tempo sem criar espaço para desenhar a vida.
Cansada, entrego-me ao abraço da noite como se fosse uma despedida. Cada dia morro um pouco. Paro diante do espelho como uma última atitude diária. Escovo vagarosamente os fios de cabelo na tentativa de alinhar as diferenças. Foram cortados de forma assimétrica. Corte de navalha, fio por fio. Ficaram tão diferentes uns dos outros. Escovo também os anos que a navalha do tempo não corta.
Eles vão se ondulando pelo corpo e fazendo caracóis na alma. A idade é um arreio que ninguém desata. Deixa o coração sôfrego pelas batidas futuras.
Diante do espelho não ouso sonhos grandes. Meu olhar interrogativo parece exigir decisões para as quais não me sinto preparada. Vou ficando distante. Há silêncios pesando sobre minhas pálpebras. De repente, vejo uma tarde dentro dos meus olhos. Uma tarde verde que não aconteceu.
Quantas horas perdidas modelando uma esperança? A infinita ternura da minha insônia. Os olhos semicerrados vigiam o tempo sonhando surpresas. Talvez nunca virão. Os desenganos vão matando o desejo. As emoções vão ficando mecânicas. Perdas irreparáveis. Arrependo-me por não ter amado mais quando podia. O viver intenso me escapou. Nunca percebo que estou amando. Só quando a saudade se aproxima penetrando além da superfície, é que constato a veracidade da situação. Aí nego. Nego-me veementemente. Já até desenvolvi uma habilidade em me auto-enganar.
É uma espécie de suicídio. Vai-se matando a própria afetividade, pouco a pouco para não doer tanto e depois, supõe-se, a vida volta a ser bela.
Há muito cansaço no ar. Um cansaço que vem dos edifícios vizinhos abrindo clareiras pela cidade adormecida. É a triste paz da noite sobre as ruas. Há vozes caladas sobre o asfalto. Flores caídas sobre as calçadas. Cristais quebrados de um azul de lua. É doloroso morrer sozinha, sobretudo quando as flores oferecem perfume ao vento. Mas a vida é feita de morte. Pequenas mortes que vão matando a inocência e cobrindo de luto as tardes verdes.
Mas amanhã quando a aurora voltar, será tudo igual. Todos dispersos pelo mundo, enfrentando a selva, o imprevisto, o grito. Amanhã seremos todos selvagens. Embora de uma mesma espécie, cada um em sua jaula. Cada um vítima de uma serpente que devora o lirismo do dia-a-dia. Amanhã seremos dirigidos pela insígnia da vaidade e das ausências. O hoje será apenas uma imagem de um álbum de família empoeirado. E eu continuarei representando aquela que não sou enquanto morre um pouco aquela que sou.
Lucilene Machado
Meiga
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Sábado, Dezembro 11, 2004
Foi, então
que me lembrei de tantas coisas!!!!
cada sorriso sorrido,
cada brilho de olhar,
cada aperto de mão nas mãos!
E não foi em vão...
Me senti amada e amada fui,
pelo simples prazer de acreditar que seria...
Criança com um pacote de pipoca
assistindo a um espetáculo de circo!!!
O sorriso misturado á pipoca,
num mastigar sorrir,
lembranças sentadas nas arquibancadas da vida...
Felicidade despojada de luar...
Ouvindo com ansiedade "um respeitável público"
todas as vezes que vc estava para chegar..........
Fui menina...fui feliz...
A música ainda toca,
a bailarina ainda anda na corda bamba de meus sonhos...
Tudo desfila ante meu olhar vibrante,
como noite de espetáculo,
como fala de uma cena,
que muda transcorre...
sem som...Apenas á vagar!
Respeitável público...
e vc não veio mais!!!!
Desconheço a Autoria
Meiga
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