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Quinta-feira, Agosto 31, 2006
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Domingo, Agosto 27, 2006
DOMINGO CHEGANDO Dia de curtir muuuuuuuito.....
Ficar doidão....
Sem pensar nos problemas....
Simplesmente curtir!!!
E ser feliz!!!
Muuuuuuuuuito feliz!!!
Um ótimo DOMINGO a todos!!! BEIJOS
Domingo, Agosto 20, 2006
Para onde voa um pássaro na gaiola? Voa mais a sua imagem desenhada no papel. E há mais música no azul porventura pingado no branco da folha onde ele se projeta em vôo, do que no céu refletido nos olhos do pássaro engaiolado no quintal da casa. " Para onde voa um pássaro na gaiola?" Essas eram as palavras que ainda estavam alojadas na memória quando ela acordou naquela segunda-feira. Acordara mais cedo do que o costumeiro, talvez por causa do sonho, como se alguém houvesse lhe cochichado um segredo. Chegara a visualizar em branca cartolina, o desenho de um pássaro - amarelo por baixo, com as asas de um castanho caindo para o caramelo. A cabeça era branca e preta, possuindo sobrancelha grande e branca e uma mancha amarela na parte superior, que mais lembrava uma coroa. Não entendia muito de pássaros mas tinha certeza: era um bem-te-vi, em pleno vôo. Tão perfeito que ela quase podia ouvir o canto: bem-te-vi! No caminho para o trabalho, ela foi pensando nos pássaros engaiolados, nas asas cortadas de uns outros, e nos seus cantos silenciosos ou desesperançados, e até no daqueles que nunca voaram. Essas coisas que pouco mais do que um "sentir muito" a pessoa pode fazer para consertar, e jurou: seja em que terra for, se eu puder, vou evitar que haja um pássaro engaiolado! Foi à noite, já nos braços dos lençóis, que a lembrança do sonho voltou, e junto com ela aquele desejo que sempre adiava: escrever um poema de amor. Já não sabia se estivera adiando ou se evitando. Como se alguém houvesse lhe cortado as asas, e tão cedo que ela já não se lembrasse. Ou seriam as grades invisíveis de uma gaiola? Tentou adormecer mas o pensamento continuou vagando por entre as linhas de um poema de amor, como o primeiro e desajeitado vôo do pássaro quando libertado. Não agüentou, levantou-se e escreveu na primeira folha em branco de um caderno há muito esquecido: POEMA DE AMOR Amor, bem te vi. Asas? Vôo? Pássaro? Depois, com o seu poema de amor iluminado e livre pelos céus, adormeceu num sono de anjos. Desses, que dormem aqueles que amam, sem mesmo procurarem saber se são amados. Da série: "Deus e o demo na terra do silêncio" Meiga
Quinta-feira, Agosto 17, 2006
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