Olhares Perdidos...


















  • B.U.D.A.

  • Lilica

  • Sesmarias

  • Jorge

  • Aldeia dos Anjos

  • Rafaella

  • uma pulg@ na net

  • Paraiso dos Sonhos

  • Galera da perturbação

  • Cantinho da Veruska

  • Nervoso,mas nem tanto

  • Torre dos sonhos

  • Leslie Holanda

  • Casa Cultura

  • A EmbAIxAdA

  • Voz do Vento

  • Danizinha

  • Dequinh@

  • Lu

  • Gotinha

  • Vaninha

  • Lua pequena

  • Estrelinha

  • Minhas Letras

  • Sarah

  • Livia

  • Henrique


    Blogger


  • Quinta-feira, Agosto 31, 2006







    Segunda-feira, Agosto 28, 2006







    Domingo, Agosto 27, 2006



    DOMINGO CHEGANDO
    Dia de curtir muuuuuuuito.....



    Ficar doidão....



    Sem pensar nos problemas....



    Simplesmente curtir!!!



    E ser feliz!!!



    Muuuuuuuuuito feliz!!!




    Um ótimo DOMINGO a todos!!!


    BEIJOS






    Domingo, Agosto 20, 2006





    Para onde voa um pássaro na gaiola? Voa mais a sua imagem desenhada no papel. E há mais música no azul porventura pingado no branco da folha onde ele se projeta em vôo, do que no céu refletido nos olhos do pássaro engaiolado no quintal da casa.
    " Para onde voa um pássaro na gaiola?"

    Essas eram as palavras que ainda estavam alojadas na memória quando ela acordou naquela segunda-feira. Acordara mais cedo do que o costumeiro, talvez por causa do sonho, como se alguém houvesse lhe cochichado um segredo. Chegara a visualizar em branca cartolina, o desenho de um pássaro - amarelo por baixo, com as asas de um castanho caindo para o caramelo. A cabeça era branca e preta, possuindo sobrancelha grande e branca e uma mancha amarela na parte superior, que mais lembrava uma coroa. Não entendia muito de pássaros mas tinha certeza: era um bem-te-vi, em pleno vôo. Tão perfeito que ela quase podia ouvir o canto: bem-te-vi!

    No caminho para o trabalho, ela foi pensando nos pássaros engaiolados, nas asas cortadas de uns outros, e nos seus cantos silenciosos ou desesperançados, e até no daqueles que nunca voaram. Essas coisas que pouco mais do que um "sentir muito" a pessoa pode fazer para consertar, e jurou: seja em que terra for, se eu puder, vou evitar que haja um pássaro engaiolado!

    Foi à noite, já nos braços dos lençóis, que a lembrança do sonho voltou, e junto com ela aquele desejo que sempre adiava: escrever um poema de amor. Já não sabia se estivera adiando ou se evitando. Como se alguém houvesse lhe cortado as asas, e tão cedo que ela já não se lembrasse. Ou seriam as grades invisíveis de uma gaiola? Tentou adormecer mas o pensamento continuou vagando por entre as linhas de um poema de amor, como o primeiro e desajeitado vôo do pássaro quando libertado. Não agüentou, levantou-se e escreveu na primeira folha em branco de um caderno há muito esquecido:

    POEMA DE AMOR


    Amor, bem te vi.

    Asas?

    Vôo?

    Pássaro?

    Depois, com o seu poema de amor iluminado e livre pelos céus, adormeceu num sono de anjos. Desses, que dormem aqueles que amam, sem mesmo procurarem saber se são amados.


    Da série: "Deus e o demo na terra do silêncio"

    Meiga



    Quinta-feira, Agosto 17, 2006